Cisticercose – Parte II

No post anterior, vimos como é o ciclo de vida do verme que causa a cisticercose. Nesse post, veremos qual o diagnóstico e os principais cuidados para prevenir essa doença.

Diagnóstico da Neurocisticercose

O diagnóstico dessa patologia (neurocisticercose) não é muito fácil, uma vez que os sintomas dela são muito parecidos com outros problemas neurológicos. Porém, algumas condições podem dar indício ou suspeita de que o indivíduo é portador dessa enfermidade e que acabam servindo para fazer o diagnóstico diferencial, as quais são: colagenoses em especial o Lupus Eritematoso; neoplasias metastáticas ou primitivas do sistema nervoso central; infecções neurológicas como a toxoplasmose, chidatidose, entre outras; cisto aracnóide; abcessos e anomalias cerebrais; esclerose múltipla, entre outros.

Lembrando que, todo diagnóstico deve ser feito por um profissional especializado, principalmente em casos como este, em que os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras patologias de manifestação clínica semelhante.

Principais medidas para prevenir a doença

Especialistas informam que o ser humano pode ser o hospedeiro intermediário, quando o mesmo consome os ovos do verme, através da higiene inadequada das mãos, quando o mesmo vai ao banheiro ou quando consome legumes e frutas que não foram bem lavados ou até mesmo quando a carne de porco não está bem cozida. Estas atitudes contribuem para que o cisticerco seja formado diretamente no corpo, da pessoa, resultando na cisticercose.

Por isso, bons hábitos de higiene são essenciais para prevenir a transmissão da doença, já que os ovos do verme são muito resistentes às substâncias químicas, sendo necessário submetê-los à fervura acima de 90°C para destruí-los ou através do processo de cocção (cozimento).

A criação de suínos, principalmente no Brasil, está mais modernizada, com os suínos ingerindo água tratada, comida balanceada e adequada e os locais onde eles ficam são frequentemente higienizados para que eles não tenham contato com o verme da Tênia.

Especialistas alertam que quando a carne suína for comprada, a pessoa deve verificar se a procedência da mesma é confiável. Outra medida importante é evitar a autoinfecção através da contaminação das mãos mal higienizadas depois de ir no banheiro e mexer com a carne ou com os alimentos que serão consumidos.

Toda medida de higiene é importante para evitar qualquer doença parasitária ou infecciosa. Por isso, é importante ter bons hábitos de higiene, não somente para impedir a transmissão de patologias de um modo geral.


Tenho 25 anos, sou Nutricionista graduada pela Universidade Anhanguera de São Paulo. Escolhi essa profissão por ela permitir que eu cuide da saúde das pessoas e leve o conhecimento necessário para que elas possam ter uma vida saudável.

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